domingo, 25 de dezembro de 2011

Meu Natal


Bem, como dizem, Feliz Natal!!!

Quanto ao meu Natal, como já disse para algumas pessoas, peguei este natal para ficar sossegado em casa, sem ser incomodado. Sim... sem incomodo.
Fiquei muito tempo longe de casa. Começando o doente, depois minha mãe doente e logo depois, licença devido o falecimento da minha mãe, férias, greve, destacamento e ficando quase dois meses em Santa Catarina (foi até irônico o dia que decidir mexer nas coisas da mãe, ficar sabendo que iria trabalhar um tempo em um lugar que adoro). Acho que foi o ano que eu menos coloquei os pés no escritório.

Mas decidir que este Natal (que eu já estava me preparando desde o tempo que fiquei em Gramado e visitei o parque do Papai Noel) seria difícil. Como sempre fui ensinado a não depender dos outros resolvi não passar na casa de nenhum amigo. Não ia me sentir muito bem, já que natal é algo em família. E como era só eu e minha mãe (meus outros parentes moram longe ou não sou muito ligado a eles... ok alguns sem comentários), achei melhor passar sozinho sem incomodar ninguém. Bem, deu para dá uma pequena geral aqui e matar saudades da minha casa e de minhas coisas. Mas como disseram que eu devia ser internado e que sou louco. Bem, vou colocar isso na minha lista de loucuras e/ou extravagancias.

Só não mexi no quarto da mãe ainda (sim, ainda estou enrolando com isso). Mesmo as cinzas ainda estou vendo o que vou fazer. Seguindo algumas coisas da religião dela é provável que eu leve as cinzas para alguma montanha e deixar no alto, para o vento levar.

Bem... quanto ao motivo desta postagem, fica aqui um agradecimento ao Sandro Gifug e ao Wayne, dois bons amigos.
Ao Wayne, por me fazer comprar presente de natal porque ele queria presente de natal de qualquer jeito (tem vezes que este meu amigo, parece uma criança), mas devo concordar que é divertido sair com ele e adorei o presente que ganhei (agora tenho que ver uma namorada para usufruir o presente). Além dos agradecimentos pelas aulas de fotografia.
E ao Sandro Gifug de Floripa, que é outro que me ensinou sobre fotografia e tive a boa companhia para conhecer novos lugares em Santa Catarina e oportunidades únicas para fotografar paisagens lindas. Recebi uma mensagem de Natal dele que me fez rir muito e agradeço por ter levantado o meu astral. Pode deixar que vou mandar uma mensagem em seu aniversário tão hilário quanto a que eu recebi.

E antes que alguém fale algo, pode deixar que o ano novo, devo passar com os amigos. Ainda não preciso de camisa de força (o que não seria uma má idéia para deixar em meu guarda-roupa) e já passei da fase de depressão. Mas que continuo com um humor a lá House. E aos poucos vou arrumando minha vida. E não, fantasmas do passado que de vez em quando ligam, não são bem vindos. E isso inclui alguns parentes. E quanto ao ano novo, se será na praia, ou em piscina... isso só depende de quem organizar as coisas primeiro. Então amigos... vamos lá, que ano novo é para comemorar. E que venha 2012 com um ano diferente e começando com o pé direito.


FELIZ NATAL A TODOS

P.S.: Ah sim, eu comprei o meu presente de natal também.

P.S.2: Cada pessoa que encontramos, por motivos ou outros do destino, é sempre uma oportunidade única de aprender algo. Se o destino fará nos reencontrarmos, é o destino. Se não, foi um momento único, devemos aproveitar para aprender com estas pessoas, mesmo que seja coisa boa ou ruim, são momentos únicos. E o que fica daqueles que realmente importa e não podemos mais ter a sua companhia é a saudades e as boas lembranças. E aguardar uma nova oportunidade. Mesmo daqui a 100 anos ou na próxima vida. Sou orgulhoso, ranzinza, bravo e teimoso... pode ter certeza que aprendi muitas coisas e como dizem que vaso ruim não quebra fácil, vou levar um tempinho longo, mas nos reencontraremos. Até lá, os vivos que gostem ou não de mim, terão que me aguentar mais do que imaginam.

E QUE VENHA 2012

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Árvore de Natal e outras coisas

Pela tradição a árvore de natal deve ser montada 30 dias antes do dia dos reis (data quando ela é desmontada). E se você monta uma árvore, deve montar por 7 anos. Bem, foi assim que me ensinaram. Tradição é tradição.


Mas como eu estava trabalhando fora... acabei montando uma árvore pequenininha mas bem bonita no quarto do hotel. Sim... afinal, tradição é tradição. E uma das primeiras coisas que fiz quando voltei, foi montar a árvore.



Sim, já me falaram que sou louco. Que devia ser internado. Concordo, afinal todos os gênios já foram chamados de loucos. Einsten já foi considerado louco. Assim como outros e outros. Se sou um gênio ou um louco, acho que tenho enganado bem meus médicos. Ou será que os loucos são eles???
Voltando ao assunto, posso não ser cristão devoto... na verdade nem me considero tal, mas respeito as tradições. Afinal o conceito de perdoar e presentear teoricamente é bonita, mas não tenho o coração tão bonzinho para perdoar. Presentear, somente para quem eu considero. E como tal, resolvi montar pelo segundo ano consecutivo, a árvore. Rezei para todos os santos, me desculpando pelo atraso. Mas são coisas da vida, ainda mais que fiquei morando fora por um bom tempinho. E tradição é tradição. Como diz o ditado, respeito é bom e conserva os dentes. Assim como respeito meus amigos que seguem outras tradições e comemoram a seus modos (incluindo os ateus).

E como manda a tradição, FELIZ NATAL!!!


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Rio do Sul - enchente

Bem, como algumas pessoas acham que estou passeando em Santa Catarina (não deixa de ser verdade nos domingos e recentemente nos sábados... vou sentir saudades das horas extras de sábado mas precisava descansar), aproveito para rever os amigos e curtir este estado que eu adoro.


Dá para ver o meu quarto... ah sim, este é o hotel em que estou no momento.



Meu trabalho (temporário, logo volto para casa).

Sim, imagina uma cidade quase uma semana embaixo d'água. Como trabalho em uma empresa que administra o FGTS e um dos motivos de liberação é calamidade, estou aqui trabalhando. Deu para ajudar alguns amigos que conheço (vendo a documentação deles) e ajudar outras pessoas. Assim como fazer novos amigos. Gosto do meu serviço, porque deu a oportunidade de ver as pessoas agradecendo pelo seu serviço. Por você ter viajado quilômetros, longe de casa e de suas coisas, trabalhando de segunda à sábado e fazendo horas extras além da conta (ok, parte destas horas são pagas e outras, são descontadas pelo fato que fiz greve). Mas nada substitui um momento de sorriso das pessoas que perderam tudo e agora vão ter um pouco de dinheiro para recomeçar muitas vezes do zero.
É um dos motivos que amo este meu trabalho.

A cidade em si está normal, algumas casa foram demolidas, mas a vida continua e tudo já voltou ao normal (ou quase). Logo meu serviço estará acabando aqui. Mas ficará a saudades das pessoas que conheci e ajudei.




segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Funcionário Público

Sim, eu sou funcionário público com muito orgulho.
Mas vou te dizer que tem funcionário público, mesmo dentro da empresa que eu trabalho que por mim, são acomodados e preguiçosos, só fazendo corpo mole.
Gosto do meu trabalho, gosto do que faço e da oportunidade que a empresa permite de ajudar os outros. Lembro de ter aprendido com um antigo chefe meu, que dizia, trate o cliente como você gostaria de ser tratado.
Mas no que eu vejo com alguns colegas mais antigos, que tem aquele conceito que a empresa tem que carregá-los. Pessoas sem ambição de crescer dentro da empresa, querendo tudo o que é fácil e que venha de mão beijada. Sem falar que reclama de tudo... de que o hotel é ruim (meu não é você que está pagando o hotel), reclamando do serviço (foi você que se ofereceu para fazer o serviço) isso quando não fala que não sabe mexer em computador (está fazendo o que aqui na empresa???). Isso quando o infeliz não faz o serviço errado (como assim, você está aqui a quase um mês e não sabe que tem que pegar a assinatura do gerente???)
Já escutei absurdos do tipo... a empresa tem que pagar as horas que levamos do hotel até o trabalho (em que empresa do mundo faz isso??? Quer ganhar horas extras sem fazer nada... bando de vagabundos).
E o pior é quando você fala a verdade para alguns deles... e acham que você é o anormal e que está errado. Rir para não chorar. Sorte que a maioria são velhos e logo se aposentam e somem da empresa (nada contra idade, afinal todos envelhecemos e não sou nenhum rapaz novinho, mas tem algumas pessoas com mentalidade do século passado, como um senhor que acha que faz um favor a sua empregada, por fazer-lá limpar a casa usando uniforme de maid e que assim ela não suja a própria roupa).

Realmente eu adoro o meu emprego e dou um gás no meu serviço, fazendo sempre o melhor, mas tem gente que se acomodou tanto que acha que tem um rei na barriga. Sorte que é empresa pública, senão eu mesmo teria o prazer de jogar estes infelizes na rua.

Vou dizer uma coisa, tem funcionário e funcionário, mas não imaginava que tinha tanto vagabundo na empresa que eu trabalho.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

OCB "Flores de Sangue"




Gabriel Collins é um detetive policial da cidade de Hagard que possui habilidades mágicas e as usa no cumprimento de seu dever, combatendo o crime nas ruas.
Com a ajuda de sua irmã, Ashley Collins, eles descobrem uma organização criminosa que comercializa uma estranha droga chamada “egonil”. Tal substância aparentemente induz pessoas comuns a fazerem uso de magia, tornando-as perigosas e letais. Isso fica ainda mais evidente ao enfrentarem o responsável pelo transporte da droga, um assassino chamado Klaus, dono de mortíferos poderes sombrios.

Eles são descobertos por uma agência policial secreta chamada VELVET, especializada em combater crimes cometidos mediante o uso de magia. Através dessa agência, eles descobrem não apenas que esse tipo de crime é mais comum do que se imagina, como também que a tal organização criminosa é apenas a ponta do iceberg, pois existem investidores poderosos que financiam o comércio da misteriosa droga.


O livro de estréia do autor Jeffrey Haiduk engana pela simplicidade do trabalho gráfico e surpreende com a magia do mundo de Velouria. O primeiro volume da OCB Saga nos introduz à um mundo que pode ser considerado normal, se não fosse pela sagacidade do autor em mesclar a fantasia com a temática encontrada em desenhos japoneses. O resultado: uma história cheia de ação e aventura, com personagens cativantes e carismáticos.

A história de Gabriel Collins e seus poderes mágicos, conta com a ajuda da sua irmã, Ashley Collins, e de outros personagens para solucionar casos por Hagad. Logo no início conhecemos outros personagens que trabalham e convivem com Gabe e o seu lado mágico, utilizando o seu poderio para beneficiar nas investigações. De todos os personagens que vamos conhecendo, arrisco a dizer que Lillie e Klaus se tornam os dois pontos importantes até o final do livro, por mais que outros personagens, vítimas, assassinos e até mesmo outras facções apareçam.

Os personagens, de Jeffrey Haiduk, são baseados em pessoas que possuem algum tipo de relação pessoal com o autor, fazendo com que todos eles possuam características bem definidas. Por mais que tenhamos cyborgs, animais e humanos, transmorfos, além de outras excentricidades do universo de Velouria, temos personagens bem construídos e funcionam como destaque de toda história que se desenvolve pelas mais de 400 páginas.

Com o surgimento da droga Egonil, que não deve ser muito explicada para não estragarmos algumas surpresas sobre o que ela é capaz de causar, surge a agência VELVET para controlar o uso da magia induzida pela droga e que vem favorecendo as atrocidades e acontecimentos sombrios por Hagard. Não conseguimos o certo ou o errado ao redor da droga, mas somos capazes de colecionar acontecimentos misteriosos envolvendo uma grande personagem e chave fundamental para o final da história.

Durante a minha leitura pude separar o livro em dois momentos: num primeiro momento temos a presença mais ativa de Lillie, o que tornou a narrativa mais didática para a apresentação e introdução ao universo criado pelo autor; já num segundo momento temos o papel ativo de Sho como resultante da parte mais “aventuresca” do livro, o que nos leva ao lado mais misterioso de toda a trama. Toda a ação dos combates, com armas e magias, com seus respectivos nomes e características, surgem como resgate da cultura retirada dos animes e mangás, porém não são gratuitas ou descartáveis.

“Flores de Sangue” se mostrou um ótimo livro ao ter cada embate bem descrito, seja pelas ações dos heróis e inimigos ou até mesmo pela reação dos que sofrem e caem aos seus pés; conseguimos vislumbrar cada ataque e defesa desferido, cada sangue espirrado, além dos detalhes de um cenário que co-existe com a luta e não somente como um pano de fundo.

Acompanhado de muitas ilustrações durante o livro, traduzindo certas passagens da história, durante a minha leitura eu conseguia ver a OCB Saga sendo transposta para uma graphic novel, com os seus muitos diálogos, que algumas horas prendem sua atenção tempo além do necessário, porém capaz de preencher quadrinhos e mais quadrinhos com o melhor que o livro tem.

Além dos personagens que constroem a trama principal e nos cativa a cada página, a ação do livro te segura e pede pela próxima página, fazendo com que o livro seja lido rápido e facilmente. Comece com a estranheza de acompanhar a vida de Gabe, passando pelo misterioso e excêntrico Klaus, para depois se unir à VELVET e se surpreender com o final. Este que serve só como porta de entrada para a OCB Saga e que pretende ser mais intrigante a cada volume, com uma vilã que beira o clichê, mas já mostrou que tem muito para surpreender a todos nós.



PS.: E sim, eu faço parte do OCB, além do autor ser um velho amigo. É claro que vou dá uma ajudinha para divulgar o livro. E quanto ao meu personagem, só procurar Abadom Al-Saqr Al-Sunnah.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Bancária da Caixa desmistifica informações de O Globo sobre a categoria


Há poucos dias li um artigo no jornal “O Globo” afirmando que as distorções salariais dos servidores públicos já haviam sido corrigidas nos últimos anos e que estava na hora de os servidores públicos da CAIXA, PETROBRÁS, BB, dentre outros, darem a contrapartida liberando o dinheiro público para investimentos. Numa única reportagem, aparecem vários equívocos. Primeiramente, os empregados dessas empresas não se enquadram na categoria de servidor público. Em segundo lugar, os empregados dessas instituições dão sim, todos os anos, sua contrapartida, gerando milhões de reais em lucros que são repassados diretamente para o Tesouro Nacional.

Como o momento é de reajuste da categoria bancária, analisemos apenas os lucros dos dois bancos citados. Nos últimos cinco anos (2006-2010), o BB gerou lucros de R$ 41,752 bilhões, e a CAIXA, lucros da ordem de R$ 15,59 bilhões, no mesmo período. Não nos esqueçamos que a CAIXA é a grande executora dos programas sociais do Governo Federal, logo seu foco principal não é o lucro.

O outro grande equívoco da reportagem citada é com relação à suposta alegação de que as distorções salariais já teriam sido corrigidas.

Para desmistificar essa idéia, basta verificar que a inflação dos últimos 15 anos (1995-2010) foi de 220,4%., enquanto que o empregado da CAIXA teve aumento de apenas 85,6% no mesmo período. Os salários do pessoal da CAIXA, portanto, sofreram uma defasagem de 134,8% pelo índice oficial do governo.

O salário mínimo, por outro lado, foi contemplado com reajustes recordes de 445% no mesmo período, tendo superado a inflação em 224,6 %.

Para não atrelarmos o valor do salário da CAIXA apenas ao salário mínimo, compare-mo-lo com o preço do sanduíche Big Mac que é coletado e utilizado pela revista The Economist para a construção do índice Big Mac que serve para aferir o grau de valorização das moedas ao redor do mundo. Nos últimos quinze anos, o preço do Big Mac subiu, no Brasil, 392,56%, portanto, 172,16% acima da inflação. Usando essa referência, um empregado da CAIXA podia comprar 413,22 Big Macs, por mês, em 1995. Hoje, ele compra apenas 195,45 Big Macs/mês..

Fica demonstrado assim, que os salários dos empregados da CAIXA sofreram enorme defasagem nos últimos quinze anos. É bom lembrar que quinze anos, representam praticamente metade do tempo de serviço para a aposentadoria e que, normalmente, nesse tempo avança-se na carreira, ocupando–se funções que exigem cada vez mais responsabilidades. O que se vê, no entanto, é que o crescimento do salário do empregado da CAIXA não correspondeu ao acúmulo de experiências e à passagem do tempo.

Assim, ao ler a referida reportagem, não pude deixar de lembrar da famosa frase que diz que “uma mentira dita muitas vezes se torna uma verdade”. Ainda bem que existem os dados para comprovar a verdade: os bancários da CAIXA continuam sofrendo uma enorme defasagem salarial. Precisamos lutar para conseguirmos reaver um pouco da nossa dignidade e a justa retribuição pelos serviços prestados à sociedade. Qual a única forma de sermos ouvidos? Fazendo greve!

Fonte: Ana Maria Leite Paulo - Empregada da Caixa Econômica Federal e Pós-Graduada em Administração Financeira