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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Celtas

Como alguns sabem, sou fã de Asterix, o Gaulês, que foi um dos vários povos celtas na Antiguidade.
Mas por questões do destino, sorte, conhecimento e estratégias este povo foi extinto (podemos dizer que foram romanizados).
 
Mas quem são os celtas?
Segundo a Wikipedia, celtas foram diversos povos que viveram em tribos na Europa.
Com a expansão do Império Romano, estes povos foram sendo incorporados. Mas não extintos.
Ainda hoje, existe nações (e regiões) que mantém suas tradições, cultura, música e danças que remontam aos antigos celtas (além de terem preservado parte do idioma).
 
Sendo os mais conhecidos, os irlandeses e escoceses.
Um pouco irônico, um dos povos que dominou quase todo o continente europeu, ter sobrevivido nos extremos do continente (ilhas).
 
Em breve, mais postagens sobre estes povos fascinantes. 

domingo, 20 de setembro de 2015

Minorias étnicas na europa

Anos atrás, quando fiz mochilão na Alemanha, tive oportunidade de conhecer duas neerlandesas. Eu cometi o mico de chamá-las de holandesas, como seriam chamadas no Brasil. Holanda é o nome de duas províncias do Reino dos Países Baixos (nome oficial do país que conhecemos como Holanda). E decobrir que elas eram frísias!?!?!?!?

Os frísios são um povo do norte da Holanda (eu sei que é Reino dos Países Baixos) que eu nunca tinha ouvido falar antes (mas relembrando a memória e pesquisando na internet, já tinha lido sobre eles antes). São um dos povos que colonizaram a Inglaterra. E realmente seu idioma tem algumas palavras que foram incorporadas ao inglês.

E curioso que sou, pesquisei sobre outros povos e seus idiomas. Alguns são bem conhecidos e lutam pela independência (como o escocês, o basco e o catalão). Outros, sinceramente nunca tinha ouvido falar.

Idiomas

Povos

Curioso ver quantos idiomas e povos diferentes vivem na Europa. Alguns bem, outro em clima de guerra. E essa divisão, explica muitos dos acontecimentos históricos e suas guerras. 

Economicamente, sei que a maioria destes idiomas é mais curiosidade, não tendo uma influência como o inglês, espanhol, francês, alemão ou russo, mas ainda assim, é parte da cultura de seus respectivo povo. Sua música, sua identidade, sua poesia e escrita. Mostra detalhes culturais que para olhos desatentos passam despercebidos (ok, confesso que em Barcelona, era fácil reconhecer um texto em catalão, já que não entendia nada do que estava escrito).

E essa diversidade não é apenas lá. Basta observar no Brasil onde a maioria da população (para não dizer 99%) falam português, temos diversas tribos indígenas (algumas sabendo português, outras sem nenhum contato com o homem branco), bem como comunidades de imigrantes que preservam seus idiomas (árabe, japonês, alemão e italiano são os mais conhecidos, mas temos comunidades dos idioma pomerano, okinawano também). Além de idiomas de origem africanas, utilizadas nas cerimônias religiosas de umbanda e candomblé. 

O motivo desta postagem? Apenas para atiçar a curiosidade (e relembrar o ano que fui conhecer as terras dos frísios). Afinal, cada povo, tem sua cultura e não é necessário ir longe para aprender sobre tradições e costumes diferentes. 

terça-feira, 24 de julho de 2012

Dicionário de Presente

Quem me conhece, sabe que eu amo quando estou entre amigos brasileiros, todos falantes do idioma português (espero que ninguém tenha faltado na escola) e usam termos em inglês sem necessidade. Já pensei muito em dá de presente para algumas pessoas, um dicionário de português, já que para essas pessoas, alguns termos e expressões em português são desconhecidos.

E este fim de semana, em um evento, teve algo épico, que eu não sei se dou risada ou lamento pela decadência em que algumas pessoas se encontram. 
Um amigo avisou que estaria em uma sala no primeiro andar de um evento que estava tendo. Quem disse que era primeiro andar. Era no térreo. A justificativa dele, é que em jogos de video-game, sempre marca como primeiro andar e foi assim que ele aprendeu (o que me faz perguntar se ele matou muitas aulas na escola... ou se os pais não ensinaram isso para ele??).
No Brasil, as construções são marcadas como térreo, primeiro andar, segundo andar e assim por diante. Diferente do que é feito nos Estados Unidos, onde eles consideram o térreo como primeiro andar.
Para um estrangeiro, é compreensível o erro. Mas para um brasileiro, é motivo de vergonha. E olha que amo cultura germânica e nipônica, mas acima de tudo, tenho orgulho da minha pátria, idioma e cultura e um erro destes com uma desculpinha que para mim está mais do que esfarrapada, não tem perdão. 
Espero conseguir algum desconto na compra dos dicionários, para dá de presente a alguns amigos, colegas e conhecidos. A lista está cada dia ficando maior.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

busuu.com

LinkBusuu é um site de estudo de idiomas.
Como seu próprio site diz:
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busuu.com é uma inovadora comunidade online para o aprendizado de idiomas.

Nós, pessoalmente, já sofremos com o método tradicional para aprender um novo idioma, o qual sempre achamos cansativo, caro e complicado.

Por esse motivo, nós decidimos criar um novo conceito de aprendizado de idiomas oferecendo as seguintes vantagens:

  • Aprenda com usuários nativos: Aprenda diretamente com usuários nativos através da nossa aplicação integrada de vídeo-conferência! Fazendo isso, você poderá praticar suas habilidades linguísticas em uma conversa ao vivo.
  • Aprenda com nosso material: Nós preparamos mais de 150 unidades de aprendizagem cobrindo diversos áreas temáticas e unidades gramaticais cobrindo os pontos mais importantes da gramática. O conteúdo é áudio-visual.
  • Aprenda de graça: busuu.com pode ser usado completamente de graça! De qualquer forma, você tem a opção de pagar uma pequena quantia mensal para se tornar um Usuário Premium. Com a assinatura Premium, você terá acesso à funcionalidades adicionais e mais material.
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Comecei a testar o site e posso dizer que me surpreendeu pela facilidade de uso, opções de idiomas e oportunidade de conversar com nativos e pessoas fluentes em outros idiomas (tanto uma versão estilo msn, como se você configurar seu microfone, um skype da vida).

Claro que a versão paga tem mais recursos (principalmente a parte de gramática), mas ainda assim a versão grátis possui muitos recursos e permite uma oportunidade de estudo. E a criatividade para mostrar sua evolução em um idioma: para cada idioma ser uma árvore e esta árvore vai crescendo a medida que você vai estudando e fazendo os diversos exercícios. Ah sim, não esquecendo de um pouco de disciplina para sempre fazer e aprender.

Os idiomas que estão disponíveis para estudo, são:
Inglês - básico hoje em dia, principalmente para turismo e negócios, influência do império que o Sol jamais se põe (Inglaterra) e dos EUA;
Espanhol - considerando que é o idioma oficial de quase um continente inteiro (América Latina);
Alemão - além de ser o idioma nativo dos criadores do Busuu.com, a Alemanha é a principal economia da União Européia e este idioma era o segundo idioma das nações que antes faziam parte do Império Austro-Húngaro (antes da primeira guerra);
Francês - A França ainda é uma potência militar e econômica tanto sua cultura como seu idioma ainda influência boa parte da África.
Italiano - influência da Máfia?? Piadas aparte, a Itália faz parte da União Européia além de abrigar uma rica cultura (que outro lugar você vai encontrar construções romanas e renascentistas??);
Português do Brasil - nada contra nossos irmãos europeus, mas considerando que o Brasil tem as dimensões de um continente (temos quase o tamanho da Europa) e uma economia crescente, faz sentido o estudo do nosso idioma;
Russo - O maior país do mundo, cujo idioma ainda hoje é o segundo idioma de quase todas as ex-nações soviéticas e utilizado por diversas nações eslavas (além de ser uma economia em expansão e uma potência militar);
Polonês - um dos maiores países eslavos e membro da União Européia.
Turco - futuro membro da União Européia, é herdeira do antigo Império Otomano que governou o Oriente Médio e Norte da África.

Os fundadores do site, são europeus, por isso alguns idiomas como o chinês mandarim (não precisa explicar sua importância, basta saber que a China cresce 10% no mínimo a mais de duas décadas), hindi (idioma da Índia e outra nação em crescimento) e árabe (do norte da África ao Oriente Médio se fala este idioma) estão ainda fora dos idiomas disponíveis para estudo. Mas acredito que seja questão de tempo.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Inglês, o novo latim???


veja onde o idioma Inglês é falado - em azul escuro países onde é a primeira língua, azul claro onde é considerado segunda língua

Aproximadamente 341 milhões de pessoas falam Inglês como sua língua nativa e mais 267 milhões de pessoas falam o Inglês como segunda língua em mais de 104 países, incluindo o Reino Unido, Irlanda, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Samoa, Andorra, Antígua e Barbuda, Aruba, Bahamas, Barbados, Belize, Bermuda, Botswana, Ilhas Virgens, Brunei, Camarões, Ilhas Caimãs, Dinamarca, entre outros.

Mas como surgiu este idioma, sua expansão e influência de hoje em dia???

Bem, vamos falar um pouco de História... o começo nas ilhas britânicas.

No passado distante, as ilhas eram habitadas por povos conhecidos pelos romanos como pictos e escotos. Mas com as invasões celtas, foram sendo isolados e formando reinos independentes. Até a chegada do Império Romano, que fundou diversas cidades e trouxe grande influência do latim, grande parte das ilhas britânicas eram povoadas por povos celtas conhecidos como bretões (por ironia do destino, hoje os bretões vivem na região francesa conhecida como Bretanha... futuramente vejo de abordar os idiomas celtas). Com o império romano, o latim começou a ter forte influência na cultura celta-bretã. Atualmente, tudo o que restou da língua latina são os nomes de alguns lugares, tais como: Chester, Manchester e Winchester, que vieram da palavra “castra”, significando acampamento militar.


Após a partida dos romanos, vieram os ferozes germânicos, chamados anglo-saxões, inicialmente destinos à defesa dos celtas. Todavia, agiram de forma oportunista, tornando-se invasores, destruindo vilas e massacrando a população local. São os dialetos germânicos falados pelos anglo-saxões que deram origem ao inglês. A palavra, England, por exemplo, veio da palavra Angle-land (terra dos anglos). Os anglo-saxões, apesar de serem um povo guerreiro, tinham uma cultura própria muito refinada e expressiva. Eles gostavam de jogos de palavras, insinuações e a prática de dizer as coisas sem dizê-las, característica muito presente no uso e na expressão do inglês moderno da Inglaterra.
Neta época do inglês antigo, era muito mais parecido com o idioma alemão de hoje, do que com o inglês moderno.



Os viking foram os próximos povos a invadirem e colonizarem as ilhas britânicas e com isso, trazendo grande influência ao idioma. Mas seu idioma ainda era muito parecido com o anglo-saxão. Nesta época, veio a influência do catolicismo, trazendo novamente a influência do latim. A vinda do cristianismo e sua propagação entre o povo, acabou associando a cultura celta e sua religião à bruxaria, diminuindo cada vez mais a influência (quando não extinguindo) dos idiomas celtas existentes.

Mas a grande influência, foi com a vinda dos normandos (vikings que formaram um ducado no norte da França) e que se tornaram os reis da Inglaterra. Esta época, podemos considerar como o inglês médio. Quando o povo falava inglês, a aristocracia francês e a igreja latim.
Essa verdadeira transfusão de cultura franco-normanda na nação anglo-saxônica, que durou três séculos, resultou principalmente, num aporte considerável de vocabulário – nada mais. Isso demonstra que, por mais forte que possa ser a influência de uma língua sobre outra, essa influência, normalmente, não vai além de um enriquecimento de vocabulário, dificilmente afetando a pronúncia ou estrutura gramatical.

O inglês moderno representou um período de padronização e unificação da língua inglesa. Com o surgimento da imprensa, em 1475 e a criação de um sistema postal possibilitou a disseminação do dialeto de Londres, o centro político, social e econômico da Inglaterra.
A transição do Inglês médio ao moderno foi marcada por uma rigorosa evolução fonética na pronúncia das vogais, o que ocorreu entre os séculos XV e XVI. No início deste período, a difusão da língua e a influência que recebeu são responsáveis por significativo crescimento do léxico. Entre os séculos XVII e XVIII ocorreram as mudanças gramaticais mais importantes. Mas o maior desenvolvimento e difusão aconteceu no século XIX, não sendo mais interrompidos desde então. No Inglês, entraram numerosos americanismos e africanismos como consequência da expansão colonial britânica.

O império que o Sol, jamais se põe, como era conhecido o império britânico, com colônias em quase todos os continentes (a Antártida não foi colonizada), levou o idioma a outros povos. Mesmo com a queda do império e independência de diversas colônias, sua influência é sentida até hoje, seja como idioma oficial ou secundária, visto que os reis e rainhas ingleses, são chefes de estados destas novas nações. A rainha inglesa atualmente é rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, bem como de Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão e Tuvalu.

E mesmo após a perda de parte da influência britânica, tivemos a influência de uma de suas ex-colônias. Os EUA, que após as duas grandes guerras, se tornou uma nação com influência global, cuja exportação de sua cultura (filmes, livros, música) contribuiu muito para a divulgação do idioma inglês.

E aqui começa alguns detalhes curiosos, tendo em vista que a pronúncia do inglês norte-americano, para o inglês britânico, tem fortes diferenças. Assim como o inglês australiano tem uma pronúncia diferente. Detalhes e sotaques que aos poucos vão evoluindo e se tornando regionais. Confesso que meu conhecimento em inglês se resume mais a leitura de livros de engenharia e de RPG, mas compreendo o que se fala. Um caso curioso que já passei com o idioma, foi no Chile, quando um norte-americano, estava tentando comprar algo e a vendedora não entendia (o idioma oficial do Chile é espanhol). Ajudei a vendedora e o turista norte-americano. Mas quando fui falar com um turista australiano... eu tive muita dificuldade para compreender o que ele estava falando. E uma sul-africana que me ajudou a entender o que ele estava falando.

Preciso melhorar o meu conhecimento em inglês. Sim, concordo. Hoje em dia, o inglês é a segunda língua mais falada no mundo, só perdendo para o mandarim (chinês). É uma língua para negócios e turismos. Mas como mostrei no exemplo acima, o fato de você estar em um país estrangeiro cujo idioma não é o inglês, não quer dizer que os habitantes deste país, tenham que saber inglês. Em pontos turísticos, você pode até achar pessoas que falam inglês. Mas como um amigo que foi passar as férias na Suíça, ele disse que quase ninguém falava com ele em inglês, mesmo que fosse para pedir uma informação. Mas quando um turista que resolveu ajuda-lo, começou a falar em francês, as pessoas passaram a ser mais prestativas.

Esta relação de amor e ódio com o idioma inglês, varia de lugar para lugar. Sendo nações que valorizam sua cultura e idioma e que em algum momento da história, sofreram alguns abusos de seus colonizadores (ingleses) ou exploração (como o que a política norte-americana fez em várias nações), provocou o surgimento do anti-americanismo e uma rejeição pelo idioma inglês.

Claro que também tem algumas pessoas que por saberem inglês, abusam de termos e frases no idioma e acabam escrevendo via msn/fórum/e-mail texto em português, com algumas palavras em inglês. O que acaba mostrando um ar de esnobe, descaso e falta de respeito. E posso dizer que não é uma ou duas pessoas que conheço que fazem isso. Já vi isso com bem mais frequência do que imagina.

Mas reconheço que hoje em dia, o idioma inglês é necessário e fundamental. Tanto para carreira, como para quem pensa em viajar, estudar ou mesmo ler os manuais de aparelhos eletrônicos que vem em inglês.


fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=537 - 07/03/2007
http://tradutoronline.ws/ingles - 25/03/2011
livro ein Streifzug durch die Sprachen der Erde.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Cartas via IYS

Estava mexendo nas caixas, onde estão guardados as minhas coisas e acabei achando algo interessante. Uma pequena pasta com cartas e mais cartas. Na verdade era para ser uma pasta de selos, mas depois de um tempo, fiquei com pena de cortar os envelopes e fui guardando todas as cartas que eu recebia. Foram bem poucas cartas, como a foto abaixo mostra...



Como mencionei anteriormente, na era pré-internet, existiu uma associação Finlandesa, chamada IYS - International Youth Service. Surgido anos depois da segunda guerra mundial e que consentia em amigos por correspondência. Os idiomas da associação eram Inglês, Francês, Espanhol e Alemão. Inglês, pela influência da Inglaterra (o império que o Sol jamais se põe, cuidou muito bem de difundir seu idioma) e EUA. Espanhol, pelo simples fato de quase todo o continente americano falar espanhol. Francês, pela influência cultural que a França teve (além de suas colônias na África e Ásia). E Alemão, pela influência que a Alemanha e Áustria tem sobre a Europa Central e Oriental (vale lembrar que a Europa Central e Oriental eram quase todos territórios destas duas nações no começo do século XX).


Voltemos as cartas. Hoje é raro mandar cartas, não posso negar que as vantagens de mandar um e-mail são muito maiores, além de ser quase instantâneo a entrega da mensagem. Você não precisa esperar um ou dois meses, para receber uma resposta. Nem ficar rezando para o correio não extraviar sua carta. Eu mesmo tenho mais de um e-mail (um do trabalho, um pessoal, um para assuntos de viagens, um dedicado só para algumas pessoas). Mas algo que não vejo mais hoje, é o cuidado e a dedicação ao fazer uma carta. Um e-mail pode até ter aquelas imagens e animações bonitinhas, feita no computador (quando não foram simplesmente copiadas de algum lugar). Enquanto ao reler as várias cartas que eu tinha guardado, fui vendo que as pessoas com quem eu me correspondia, tinha o cuidado de escolher o envelope, além de papel de carta e outros detalhes. Cada carta era única e por isso, tinham todo este cuidado. Claro que isso as minhas amigas mulheres, as dos meus amigos homens, não eram assim tão cuidadosos. Mas ainda assim, davam atenção.



Relendo as cartas, dava para eu ver como mudei, desde as primeiras cartas para minha situação de hoje. Como era divertido e simples as coisas da vida e o que cada um de nós fazíamos. O medo de escrever em um idioma que alguns de nós, estávamos aprendendo e outros a tinham como língua materna. Procurando sempre escrever de forma que fosse compreensivo e interessante para o outro. Lembro de passar horas e horas com um dicionário do lado e um livro de gramática alemã do outro. Medo de errar. Não entender algumas palavras e olhar o dicionário para tentar compreender o significado. Foi uma experiência única na minha vida.

Cartões de natal, de aniversário, cartões postais, cartões telefônicos para colecionar e outras tantas lembranças e presentes (foi assim que comecei a conhecer música polonesa e alemã). Assim como foi via correio, que eu pude comer pela primeira vez um chocolate suíço. Ou a minha primeira correntinha, foi via correio, que ganhei de presente de aniversário. Mandei muito CD de banda e cantores brasileiros, para estas pessoas, bem como outros presentes. Me sinto até com vergonha de ter mandando uma barra de diamante negro, comparado com o tipo de chocolate que eu ganhei. Lembro de quando tentei traduzir um jornal, com notícias do Brasil, para ajudar uma colega em seu trabalho de escola. Além é claro de procurar sempre tirar fotos e enviar cartões postais.
São lembranças que tenho guardado.

Mas como todos crescem e as responsabilidades aumentam (trabalho, estudo, família, etc), acabei perdendo contato com a maioria (na verdade todos). Pois escrever em outro idioma, fazer estas coisinhas cuidadosas e dedicadas, ir no correio, pegar fila e esperar alguns meses de resposta, ocupam um tempo considerável. E acabei deixando de lado. Até trocamos alguns e-mails, mas ainda era o começo da internet (MSN era uma novidade, o sucesso era ICQ). Mas achei alguns e-mails, anotei alguns endereços e perdi um bom tempo, pesquisando no google, facebook e mandando e-mails e até o momento, consegui contato com duas pessoas. E já estamos nos programando de fazer uma visita e voltar a colocar o papo em dia.
Afinal, temos cartas de 1995 até 2003 e são quase 8 anos sem contato. Muita coisa aconteceu. E eu ainda pretendo escrever para os endereços das pessoas que eu não achei e-mail e esperar para que estejam na mesma casa. Sei que alguns não estarão. Outros podem nem está mais vivos (como um amigo do Sri Lanka, que perdi contato devido a guerra civil e depois do Tsunami de 2004 não tive mais notícias). Mas não custa tentar achar e ter notícias. A esperança é a última que morre. E já estou feliz, por ter encontrado alguém e já combinando de visitar.




Pode ser que eu não veja todos agora, mas farei o possível para ver aqueles que eu consegui algum contato. Por enquanto só confirmei com uma amiga da Suíça (uma das mais antigas e a que eu mais tenho cartas). Afinal, os tempos são outros e agora todos temos responsabilidades e sei que não será fácil e nem temos muito tempo livre. Mas já estamos fazendo um esforço para nossas agendas coincidirem e aproveitar o tempo.
Mas ainda tenho que ver se consigo contato com amigos do Sri Lanka, Alemanha, Polônia, França, Luxemburgo, Bélgica, Portugal, Finlândia, EUA e Inglaterra. Pode demorar um, dois, três ou mais anos. Mas se eu ficar parado sem fazer nada, ninguém fará por mim. E ter notícias de pessoas que marcaram sua adolescência (1995 a 2003 - 8 anos de sua vida) é algo que acho que vale a pena. Mesmo que só tenham um ou dois dias livres para passear com você e mantenha contato via e-mail. Mas sempre terá a chance de você visita-los outras vezes, assim como poderão visita-lo no futuro.

Além de ser um ótimo motivo para viajar. =D


P.S.: O endereço que consta nas cartas, não é mais meu endereço. Assim como faz anos que eu não uso a caixa postal que consta em algumas cartas.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Latim, a mãe de quase todas as línguas

Latim! Sim, Latim. E não é a língua do cachorro.

Piadas a parte e deixando o baixo astral de lado e o adeus a minha câmera, voltamos ao assunto idiomas. Sim, gosto do tema. Mas porquê latim e não português, que é meu idioma materno ou alemão, meu segundo idioma? Porquê o português nada mais é do que uma das filhas do latim.

O império romano, cujo principal idioma era o latim (e o idioma culto e mais usado na parte oriental era o grego), foi um império que dominou todas as nações e povos que vivam em volta do mar mediterrâneo. Olhando o mapa ali em cima, podemos ter uma idéia de quantas nações de hoje em dia, fizeram parte deste império e temos uma pequena, mas pequena noção de sua influência. E sua influência como idioma, só é superada, pela sua influência como alfabeto (ou você já esqueceu que inglês, alemão, polonês e outros idiomas que não tem nada de latina, usam o mesmo alfabeto).
Hoje, seu idioma só é praticado por historiadores e pela cidade-estado do Vaticano, sede da Igreja (grande responsável pela sobrevivência do idioma).

O latim integra as línguas itálicas e seu alfabeto baseia-se no alfabeto itálico antigo, derivado do alfabeto grego. No século IX a.C. ou VIII a.C., o latim foi trazido para a penísula Itálica pelos migrantes latinos, que se fixaram numa região que recebeu o nome de Lácio, em torno do rio Tibre, onde a civilização romana viria a desenvolver-se. Naqueles primeiros anos, o latim sofreu a influência da língua etrusca, proveniente do norte da Itália e que não era indo-europeia. Mas sua expansão como idioma, se deu em grande parte por suas tropas, que a medida que conquistavam territórios, iam trazendo consigo toda a estrutura do império. O ditado que todos os caminhos levam à Roma, não era figurativo, já que todas as obras de infraestrutura, aquedutos, fortalezas, estradas e muitas outras construções, eram realizadas pelo exército romano. E isso impressionava muitos povos (pelo menos as regiões não influenciadas pelos gregos), que aos poucos iam adotando e influenciando o latim. Aos poucos, a língua popular, ou latim vulgar ia surgindo em cada região do império, mantinha a semelhança e a compreensão do latim clássico, mas com pequenas variações (o que é normal mesmo hoje em dia, o português falado no norte do Brasil tem pequenas diferenças de sotaque, comparado com o português falado no sul do Brasil e com o português falado em Portugal, percebe-se diferenças, mas ainda é possível compreender o que cada um fala).
Mas os anos de ouro romano acabaram e com as invasões dos povos bárbaros (muitos historiadores acreditam que se Roma mantive-se a rigidez e organização de suas tropas, como em seus anos áureos, os povos bárbaros teriam sidos dominados) e a miscigenação e influência dos idiomas dos bárbaros, permitiu o surgimento e a evolução dos latim vulgar para os vários idiomas latinos que temos hoje. Afinal, as diversas regiões deixaram de ter contato entre si e com isso cada região foi tendo uma evolução diferente do idioma. Em parte, a Igreja teve uma grande contribuição por preservar o latim como idioma de culto e por ser o único local por muitos séculos, onde se podia estudar e preservar a cultura.

E com a evolução, hoje, nó temos diversos idiomas de origem latina que, são constituídas pelos seguintes idiomas principais, também conhecidos como línguas neolatinas: português, espanhol, italiano, francês, romeno e catalão. Há também uma grande quantidade de idiomas usados por um menor número de falantes, como o galego, o vêneto, o lígure, o siciliano, o piemontês, o corsa, o napolitano, o sardo, o occitano (de Provença, França), o romanche (da Suíça); o aragonês, o asturiano, valenciano (dialetos do catalão).

Para se ter uma idéia de como os idiomas são parecidos, basta comparar o grau de evolução das línguas românicas a respeito da fonética do latim, segundo os estudos do latinista Marco Pei. Quanto maior a percentagem, mais distante foneticamente a língua é do latim.
  • Sardo: 8%
  • Italiano:12%
  • Espanhol: 20%
  • Romeno: 23,5%
  • Occitano (provençal): 25%
  • Português: 31%
  • Francês: 44% (também considerado a filha mais distante do latim)

O artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos em várias línguas neolatinas:

Latim:

Omnes homines liberi æqviqve dignitate atqve ivribvs nacsvntvr. Ratione conscientaqve præditi sunt et alii erga alios cvm fraternitate se gerere debent.

Aragonês:

Toz os sers umanos naxen libres y iguals en dinnidá y dreitos. Adotatos de razón y conzenzia, deben comportar-sen fraternalmén unos con atros.

Asturiano:

Tolos seres humanos nacen llibres y iguales en dignidá y drechos y, pola mor de la razón y la conciencia de so, han comportase hermaniblemente los unos colos otros.

Auvernês:

Ta la proussouna neisson lieura moé parira pà dïnessà mai dret. Son charjada de razou moé de cousiensà mai lhu fau arjî entremeî lha bei n'eime de freiressà.

Corsa:

Nascinu tutti l'omi libari è pari di dignità è di diritti. Pussedinu a raghjoni è a cuscenza è li tocca ad agiscia trà elli di modu fraternu.

Espanhol:

Todos los seres humanos nacen libres e iguales en dignidad y derechos y, dotados como están de razón y conciencia, deben comportarse fraternalmente los unos con los otros.

Catalão:

Tots els éssers humans neixen lliures i iguals en dignitat i en drets. Són dotats de raó i de consciència, i els cal mantenir-se entre ells amb esperit de fraternitat.

Francês:

Tous les êtres humains naissent libres et égaux en dignité et en droits. Ils sont doués de raison et de conscience et doivent agir les uns envers les autres dans un esprit de fraternité.

Friulano ou friuliano:

Ducj i oms a nassin libars e compagns come dignitât e derits. A an sintiment e cussience e bisugne che si tratin un culaltri come fradis.

Galego:

Tódolos seres humanos nacen libres e iguais en dignidade e dereitos e, dotados como están de razón e conciencia, débense comportar fraternalmente uns cos outros.

Italiano:

Ogni essere umano nasce libero ed eguale in dignità e diritto. È dotato di ragione e di coscienza e deve agire verso agli altri in spirito di fratellanza.

Leonês:

Tolos seres humanos nacen llibres y iguales en dinidá y dreitos y, dotaos comu tán de razon y conciencia, débense comportare los unos colos outros dientru d'un espíritu de fraternidá.

Occitano:

Totes los èssers umans naisson liures e egals en dignitat e en dreches. Són dotats de rason e de consciéncia e se devon comportar los unes amb los autres dins un esperit de fraternitat.

Picardo:

Tos lès-omes vinèt å monde lîbes èt égåls po çou qu'èst d' leû dignité èt d' leûs dreûts. Leû re°zon èt leû consyince elzî fe°t on d'vwér di s'kidûre inte di zèle come dès frès.

Português:

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Provençal:

Tóuti lis uman naisson libre. Soun egau pèr la digneta e li dre. An tóuti uno resoun e uno counsciènci. Se dèvon teni freirenau lis un 'mé lis autre.

Romanche:

Tuots umans naschan libers ed eguals in dignità e drets. Els sun dotats cun intellet e conscienza e dessan agir tanter per in uin spiert da fraternità.

Romeno:

Toate fiinţele umane se nasc libere şi egale în demnitate şi în drepturi. Ele sunt înzestrate cu raţiune şi conştiinţă şi trebuie să se comporte unele faţă de altele în spirit de fraternitate.

Sardo:

Totu sos èsseres umanos naschint lìberos e eguales in dinnidade e in deretos. Issos tenent sa resone e sa cussèntzia e depent operare s'unu cun s'àteru cun ispìritu de fraternidade.

Valão:

Tos lès-omes vinèt-st-å monde lîbes, èt so-l'minme pîd po çou qu'ènn'èst d'leu dignité èt d'leus dreûts. I n'sont nin foû rêzon èt-z-ont-i leû consyince po zèls, çou qu'èlzès deût miner a s'kidûre onk' po l'ôte tot come dès frés.

E isso, são só os idiomas latinos. A influência que o latim teve em diversos outros idiomas, futuramente abordarei como tema quando falar destes idiomas.

Ainda hoje o latim é usado para nomes científicos (canis lupus, nada mais é do que o nome científico para lobo) e termos jurídicos (habeas corpus é um exemplo). E se você realmente quer entender porque algumas palavras, verbos e toda a gramática de um idioma latino é de um certo modo, só aprendendo latim, para entender o motivo e a origem.

Fonte: Wikipédia e o livro ein Streifzug durch die Sprachen der Erde.

P.S.: Sim eu gosto de idiomas.


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Idiomas


Idiomas!!
Digas quantas línguas falas e te direi por quantos homens você vale.

Li esta frase em alemão, no primeiro ano em que comecei a estudar o idioma germânico. Foi dita por um rei, do Reino da Baviera (hoje faz parte da Alemanha), mas não lembro mais o nome dele.
Mas resolvi falar deste assunto por alguns motivos:
  • Primeiro, porque acho interessante.
  • Segundo, porque dois conhecidos me fizeram lembrar que para ser ignorante, não precisa ser burro. Pode ter diploma de nível superior e continuar sendo ignorante. Uma colega de facul, engenheira civil que disse que só com inglês dá para ir em qualquer lugar do mundo. E um formado em direito, que só precisa passar no exame da Ordem dos Advogados do Brasil, que sempre vem conversar no msn em inglês, mesmo você falando em português, até o momento que resolvi responder em alemão e ele disse que odeia alemão. Neste caso, acho que é a única coisa que ele sabe fazer bem é falar em inglês. Confesso que para falar, sou muito ruim, meu conhecimento no idioma britânico, são de livros de engenharia e de RPG.
  • Terceiro, porque adoro história a melhor forma de você entender a história de um povo, é lendo no idioma deles, sua evolução como idioma, mostra todas as mudanças que um idioma pode ter e conta muitos fatos históricos e influência de um povo sobre o outro.
  • Quarto, porque virei fã de Hetalia (a imagem acima) e a história deles, conta uma parte da história das nações durantes as grandes guerras (mesmo que de forma satírica, mas cada personagem ali em cima, representa uma nação).

Em si. O que é um idioma? Segundo o famoso pai dos burros (dicionário): Língua falada por uma nação ou povo.
Ohhhh

Idioma, nada mais é do que uma língua falada por um povo. Ok, repeti o dicionário. Mas o que é um povo e como surgi um idioma? Os dois estão mais ligados do que você pode imaginar. Um idioma surge, quando um povo começa a usar as mesmas palavras, frases e gramática, de forma a se comunicarem e transmitirem idéias entre si.
E um idioma pode nascer, crescer, modificar, se desenvolver e também pode morrer como qualquer ser vivo. Como isso? Basta você prestar atenção neste texto. Originalmente está escrito em português, um idioma de origem latina. Latina bem vulgar por assim de passagem. Sim. Latim vulgar. Assim como outros idiomas de origem latina, são latim vulgar, porque eram idiomas usados pelo povo e não o latim clássico e formal usado por Roma. Ou você nunca reparou que idiomas como português, italiano e espanhol são tão parecidos que dá para compreender e nunca soube o motivo disso? Porque temos a mesma origem.

Mas não preciso aprender outros idiomas, basta saber inglês, no mundo todo se fala inglês. É isso que você vai dizer?
Vale lembrar que o inglês só foi difundido, durante o século XIX e XX, devido o império britânico e posterior influência cultural norte-americana. Antes disso, era muito mais importante você saber francês e latim clássico. Assim, como vale ressaltar que o inglês é um idioma usado nos países de idioma inglesa, em assuntos comerciais e locais turísticos. E ainda assim é mais valorizado no ocidente do que no oriente. Oriente médio e norte da África, vale muito mais você saber árabe ou francês (boa parte das terras árabes, foram colônicas francesas). Europa Oriental e ex-repúlbicas soviéticas, o russo continua até hoje como segundo idioma, se bem que as antigas nações do império Austro-Húngaro e da Alemanha, ainda usam e muito o idioma alemão. Extremo Oriente, onde antes o inglês e o cantonês (sim, chinês comum nas cidades e regiões ocupadas pelos imigrantes que fugiram da China comunista), hoje estão sobre forte influência de uma economia crescente, que é a China continental e com isso o mandarim (chinês oficial) tem sido um dos idiomas mais estudados recentemente.
Mesmo o Brasil, tem tido uma grande influência na divulgação do português (português do Brasil), tanto que muitos dos nossos vizinhos de continente e pessoas de outras nações, tem estudado, muitas vezes, pensando no futuro e no fato de ser uma economia crescente. Não acreditam, só veja esta reportagem que achei no youtube, sobre o Brasil, pelo ponto de vista norte-americano.

Eu adorei o vídeo. Ainda lembro de quando trocavamos de moeda a cada três anos e o salário de hoje, tinha que gastar hoje, porque amanhã não dava para comprar a mesma coisa (bem, no meu caso era mesada).

O inglês é um idioma útil. Concordo. É mais fácil, você achar alguém que sabe inglês do que ucraniano. Tem toda a razão. O inglês é um dos idiomas mais fáceis de se aprender e um dos mais difundidos. Não o mais falado, este é o mandarim. Mas se eu estou em um país de idioma que eu não conheço, tento usar o inglês e não consigo achar ninguém que saiba, mas se eu souber algumas palavrinhas, como por favor, obrigado e outras daqueles manuais de bolso de idiomas, com frases e palavras prontas para estas ocasiões, você verá um sorriso e muitas vezes uma boa vontade das pessoas que percebem que você não fala o idioma delas, mas que está se esforçando para aprender e ser entendido. Concordo que não é sempre assim, mas é muito mais fácil você sair do ponto turístico que todo mundo vai, para conhecer como realmente é a cultura de um povo. E não ficar preso nos pontos turísticos mais badalados e cheio de gente, mas conhecer lugares que outras pessoas não conhecem, porque não sabem palavras básicas. E mesmo em pontos turísticos, ninguém é obrigado a saber inglês ou outro idioma que não o seu (mas que ajuda saber outros idiomas, principalmente em pontos turísticos, isso eu não posso negar). Mas mostrar seu esforço e respeito por um povo que você está visitando e conhecendo, é muito melhor e com certeza você vai receber muito mais sorrisos e ajuda do que imagina.

E não, isso eu não inventei. Minhas últimas férias foram no Chile e acompanhei um grupo de turistas alemãs enquanto seu guia explicava o que era a praças das armas em alemão, bem como ajudei um norte-americano a fazer compras em uma feirinha de artesanato aos pés do Cerro San Cristovan, que não entendia nada de espanhol e a vendedora não sabia nada de inglês. E eu mesmo só precisei de ajuda, com um casal australianos que eu não entendia nada do que eles falavam (sei o básico de inglês, principalmente para ler, já, para falar, preciso de muita prática, mas nunca tinha parado para ouvir o inglês australiano) e precisei da ajuda de duas sul-africanas, que foram ótimas intérpretes.

Ainda pretendo estudar muitos idiomas na minha vida, entre eles, melhorar cada vez mais meu conhecimento em alemão, aprender francês (já comecei), melhorar e muito o meu inglês e futuramente russo, ucraniano e japonês. Loucura, sim, mas se pretendo visitar países em que se falam estes idiomas, nada mais justo que estudar e aprender tanto o idioma, quanto a cultura.

E você? Por quantos homens você vale?