quarta-feira, 27 de junho de 2012

Recomeço

Sabe, a quase um ano, eu estava como um zumbi na casa de uma amiga.
Amigona por sinal, não sei como agüentou esta mala sem alça e de rodinha quebrada.

Muita coisa aconteceu neste ano que passou. Alguns problemas em família, detalhes religiosos a serem acertados, bens e muita mudança.

Lembro como se fosse hoje, o dia que eu estava olhando para baixo, de uma ponte, pensando bobagens (ainda não estava tomando remédio de tarja preta, mas precisei por um tempo) e fazendo cálculo bobos, como altura, aceleração da gravidade x meu peso e coisas do tipo. Cheguei na conclusão que ia quebrar alguns ossos, do tipo, perna ou costela. Não ia conseguir o que queria na hora... e olha que o dia estava ótimo, com neblina e tudo para ninguém me ver e nem atrapalhar. Realmente foi a hora que vi que precisava ver um médico.

Peguei um tempo um pouco longo para esfriar a cabeça e esquecer muita coisa. Mas uma hora tinha que voltar e começar a ver tudo o que precisava. E muita coisa não foi fácil de resolver. Outras ainda estou resolvendo. Mas aos poucos, vamos resolvendo.

E como já faz um ano, considero que agora estou no ano um, de uma nova vida. E que o tempo de luto, já passou e a vida continua. Um recomeço e de volta a luta por nossos sonhos, mas sem jamais esquecer o tempo que se se passou e as lembranças e lições deste tempo.

Obrigado por tudo.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sentimentos


Quando sorrimos, levamos a alguém bem próximo, ou até distante, a certeza de que, por pior que seja o momento, o futuro nos espera. Quando choramos, mostramos que somos frágeis e sensíveis e que precisamos mais do que nunca de consolo e palavras de carinho. Quando amamos, nos sentimos felizes por ter encontrado a pessoa que julgamos ser a nossa metade, onde sentimentos e desejos se completam de tal forma que nos transformamos numa só pessoa.

Por isso, deixe a vida fluir normalmente. Sorria, chore, ame, sofra e lembre-se, sempre, que a cada amanhecer renascemos.  

Boa sexta a todos



texto por Kaká Soares.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Milico??

Até outro dia, percebi que estava sendo um pouco rígido, duro para não dizer rude com algumas pessoas. Principalmente com o pessoal que tem feito alguns trabalhos de fotografia comigo.
E como não gosto de peso morto, marasmo e gente folgada, coloco todo mundo para trabalhar, isso quando eu não falo para algumas pessoas umas verdades na cara. Sim, tive algumas discussões, algo do tipo, se é para fazer mal feito, não faça. Para ser inútil, você não é necessário. A ponto de dois trabalhos que ficaram encarregados por uma pessoa, terem sido refeitos por outras pessoas (o terceiro trabalho está ótimo, tirando que a pessoa ainda não entendeu o que é o uso do idioma formal e coloquial). Mas eram trabalhos tão mal feitos, que dava vergonha de olhar. E a pessoa ainda dizia que pesquisou e foi atrás de tudo. Sim... em 5 minutos, pesquisando na internet, achei o dobro do material que ela pesquisou.

Vou perder alguns dentes uma hora, com certeza, mas se não vou ficar passando a mão na cabeça de quem faz o trabalho mal feito (para não dizer nas coxas).

Ironicamente, ganhei o apelido de milico. Hummm pior de tudo é que gostei.

E como um amigo disse. Sua principal qualidade e seu principal defeito, é que você é muito direto e joga na cara se a pessoa fez algo bom ou ruim.


terça-feira, 5 de junho de 2012

Olhos da saudades

Olho para trás e
recordo do
nosso infinito
amor, ele nunca
acabou... apenas
adormeceu nos
braços da
saudades para um 
dia acordar
maior e mais
forte.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Você que decide se vai ou não atravessar o rio.

Título longo este não?

Sim, eu passei o dia todo pensando nisso. Como foi o meu dia? Melhor impossível. E antes que alguém diga algo, não precisa ter uma mulher envolvida para que você tenha um bom dia (um certo conhecido, sempre perguntava qual o nome da garota, quando via os outros de bom humor). Claro que podemos ter bons dias por diversos motivos, mas voltamos ao assunto.

Sabe quando o seu dia ocorre de um jeito que não tem melhor definição do que esta? Afinal, oportunidades surgem e se vão a todo tempo. 
Se você vai aproveita-las ou não, já é outra história.
Afinal, deve-se pesar os prós e contras destas oportunidades. O que as vezes parece algo bom, pode não ser o que você imaginou. Pode ser tanto melhor quanto pior, algo que você vai gostar ou se arrepender da escolha que fez.

Arriscado? Sim, como disse, nunca se sabe se vai dá certo ou se será bom. Mas é como atravessar um rio. Você tem que decidir se quer chegar do outro lado. E como chegar. Afinal, temos um pouco de tudo. Pode-se buscar uma ponte, uma canoa, uma jangada, a nado, etc ou ficar onde está e deixar o tempo passar.

Lembre-se, a escolha é sua.
Mas são estes desafios, o desejo de aprender, ver algo novo, explorar e descobrir algo, que pode ser extremamente gratificante, mesmo que esta gratificação, seja algo pessoal, só seu. 
Afinal, eu prefiro me arrepender do que faço do que me arrepender daquilo que poderia ter feito.




sábado, 19 de maio de 2012

Detalhes da Vida

Kelly Knox, vencedora do show BBC3 Reality TV, Britain's Missing Top Model 2008 

O motivo desta foto? É para mostrar que não é porque uma pessoa é deficiente que é incapaz de fazer algo. 

Recentemente li um livro do fotógrafo Joe McNally. Ele narra os problemas, gambiarras, sortes, truques e os momentos de alegria e frustrações que já passou como fotógrafo. Ele não se prende em detalhes técnicos (apesar de citar como foi feita cada foto). E um dos trechos que mais gostei de seu livro "O Momento do CLICK" foi da visita do papa João Paulo II na Polônia (ainda era uma nação comunista). O governo não queria permitir que a imprensa divulga-se muito sobre o papa, criando plataformas para os fotógrafos tirarem fotos a alguns quilômetros de distância. E ele estava usando uma lente de 400 mm com um coversor TC 1.4 (uma mini bazuca, praticamente). Para piorar, embaixo de um temporal. Ele estava tão mau humorado e xingando porque os fotógrafos italianos, com seus contatos com o Vaticano, tinha privilégio para ficar do lado do papa e ele ali longe, tomando chuva. E um outro fotógrafo parou perto dele, montando o tripé, câmera e tudo, agindo feito um louco eufórico, fazendo a plataforma de madeira em que eles estavam balançar a ponto dele achar que ia desmontar tudo. Quando ele foi dá uma bronca no colega de profissão, foi que ele viu a seguinte cena:


Ele tinha uma câmera com uma lente com metade da extensão focal da minha, sua câmera era de única foto, cheia de fios e consertos. Ele não tinha a mão direita. Ele focava com a mão esquerda e a apoiava com a sua mão mutilada, e depois apertava o botão com a sua mão boa. Depois ele soltava o botão e acertava o obturador com a mão mutilada. E o suporte balançava por causa de todo este processo. O cara estava trabalhando em um estado de total empolgação. Este era o seu momento, o seu país, era algo que ele falaria para seus netos. 


Inspirador? Foi para mim. Mesmo sem a mão, era um momento de sonho para este fotógrafo.
Ame o que você gosta de fazer. Faça porque você gosta e se sente bem. Mesmo que seja algo difícil, que você não tenha talento, habilidade ou prática, continue fazendo, porque você se sente bem. E curta esta momento. 
Infelizmente não consegui o nome deste fotógrafo que o Joe McNally fala. Mas me sentir mais motivado para continuar em frente e seguir com meus sonhos. Pois há muita gente que tem mil problemas piores que nós e ainda assim continuam em frente. Como Kelly Knox, da foto acima, que hoje trabalha como modelo, tendo realizado seu sonho.


 "Existe vida e felicidade após a amputação e que ser feliz é uma escolha possível"
(frase da matéria Amputados Vencedores, site MeioÓbvio)



sábado, 12 de maio de 2012

Dia das mães

Ainda não é dia das mães, será daqui a algumas horas, de domingo.
Mas achei que esta imagem diz tudo do meu atual estado de espírito.
Este ano, será o primeiro ano que não vou ter a companhia dela, para dá um presente ou um abraço, leva para almoçar ou fazer qualquer surpresa.
Lembro de já ter levado uma vez no McDonalds, comprado uma tortinha e no lugar da tortinha ter colocado o presente dela. Também  lembro o dia que a ensinei comer de hashi e saborear a comida japonesa. Assim como ir em uma confeitaria que ela adorava e ainda hoje, sempre que eu passo lá, compro o doce que ela mais gostava. Comprava sempre para ela, bastava passar perto desta confeitaria.
Recentemente, comprei uma lata de bolachinhas estilo dinarmaquesas que sempre comprava para ela (ela dizia que lembrava sua infância). Engraçado que até hoje, não tinha comido. São bem gostosas.
Comecei a me desfazer de algumas coisas, doar e dá de lembrança para alguns parentes. E acabo lembrando de coisas da minha infância e outras tantas lembranças destes anos que vivi com ela. Algumas coisas com muita história, coisas que pertenceram ao meu avô que foi deixado para ela entre outras coisas. Lembro quando ela me chamava de vagabundo, porque eu ia trabalhar depois dela sair para a oficina de costura e voltava para casa antes dela.
Sinto falta de seu abraço (e ela dizia que eu ia sentir falta disso), dá um pouco de raiva quando se cumpria o que ela falava e isso explica muita coisa do que aconteceu ano passado. Também não tem ninguém para me dá conselhos e opiniões (e isso faz muita falta).
Bem, vamos parar de falar de lembranças. Há muita coisa para acontecer ainda. E coisas que ela deixou avisado. Era boa em previsões.

Fico aqui desejando um Feliz Dia das Mães. Pois realmente sinto falta da minha.